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Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada. Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.
Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.
Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.
O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.
Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d’água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.
Em dado momento, o Preto Velho que está “preso” ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos.
Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.
Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão “resolver” o seu problema… Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.
O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.
Mas ainda há o que ser feito em terra… Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.
Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.
E os médiuns pensam: “A gira terminou.”
Não meus caros, a “gira” está apenas começando.
A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.
Os Exus vão retornando, um a um.
O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso “quem vai fazer o que”. Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.
Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.
Mas, voltando ao nosso amigo Carlos. (Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô).
Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:
Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.
Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?
Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa.
Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a “trama” continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude “ler” seus pensamentos e “sentir” seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.
Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe “devolver” o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.

Pai Benedito: Sim, sim… Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai.
Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.
Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação.
Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a “equipe de força” destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela.
Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.
Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente.
Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.
Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.
Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.
Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a “tropa de choque” ou “equipe de força” passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.
Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.
Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os “perdidos”, para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.
Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.
Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética. Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.
Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.
*******
É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as “amarras” ou interferência do Astral Inferior.
A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa.
Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!
Agora diga com sinceridade, após ler tudo isso você ainda acha que Exu é o Diabo?
Você acha que importa ficarmos discutindo se Exu, a Umbanda e seus Orixás vieram da Atlântida, da África ou do quintal da sua casa?
Se ainda lhe resta alguma dúvida eu afirmo a minha certeza: a Umbanda nasceu do Coração de Zambi em Sua Infinita Misericórdia por nós! Porque só a Umbanda tem quem nos defenda e proteja independentemente da nossa ignorância nos impedir de reconhecê-los como bons e amigos!
Obrigada Exu pela proteção, defesa e principalmente por ter tanta paciência com a nossa ignorância!
Salve os nossos amigos, defensores e compadres! Saravá Exu e Pomba Gira!
Laroyê Exu!

OBS: Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha da 7 Encruzilhadas que trabalha na Egrégora do CECP, visando explicar algumas dinâmicas de trabalho. Os personagens dessa história receberam nomes fictícios.
Fonte: www.caboclopery.com.br

TOQUES ESPIRITUAIS DO PRETO VELHO AMIGO
(Combatendo as Zicas do Coração)
Meu filho, com esses olhos, “que a terra não comeu”, pois são olhos espirituais, reais, já vi muita coisa. Algumas boas, outras nem tanto, e mais outras que não vale a pena contar. O que passou, passou mesmo. O que ficou foi a experiência das diversas vidas na carne, aliás, muitas delas tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes.
O que ficou foi o aprendizado e o conhecimento de como é o coração dos homens e suas emoções e vontades. Aprendi a ler a verdade de cada um, por dentro, lá na toca das coisas que não se falam, e que todos escondem muito bem.
Tem muita zica (1) dentro dos corações, meu rapaz. É rolo que não acaba mais!
E coração rançoso e rancoroso, você sabe como é que é, está cheio de irmãozinhos das trevas agarrados a ele. Eles se alimentam das emoções podres e dos pensamentos maldosos. E a zica é tanta, que só a pessoa rancorosa é que não vê a energia que está perdendo.
Menino de Deus, como os homens sofrem por causa das emoções podres!
Igualzinho ao corpo carnal, que pode apresentar escaras na pele, devido à falta de movimento em alguma área, o corpo espiritual (2) também tem suas escaras astrais. Porém, essas são causadas pelas emoções podres, estagnadas no meio da alma atormentada e sem centro espiritual.
Falta movimento sutil ali! Falta vergonha na cara para acertar o passo!
Muito disso vem de outras vidas, são escaras do passado, de coisas mal-resolvidas, ainda alojadas no corpo espiritual. Mas, muita coisa é de agora mesmo, é coisa podre dos dias atuais. E o mau cheiro psíquico exalado atrai os espíritos atormentados e atormentadores, que ficam agarrados em penca na aura da pessoa.
Isso é uma tragédia invisível! É uma doença psíquica que amarra os encarnados e impede os desencarnados carentes de seguirem em frente.
Nosso Senhor Jesus Cristo avisou muitas vezes sobre isso. Ele disse: “Orai e Vigiai!” – Ele sabia do mal que as emoções podres fazem ao ser humano.
Todavia, muitos oram de forma egoísta e mecânica, sem coração e sem alma, e outros nem isso fazem, passando ao largo das boas vibrações que poderiam ajudá-los e fortalecê-los. E os que vigiam raramente se olham por dentro, pois policiam muito mais a vida alheia, e não foi isso que Nosso Senhor ensinou.
Meu amigo, tem tanto espírito agarrado nas pessoas, que há horas em que você não sabe mais quem é quem, de tão entranhados que estão. É um fuzuê energético na aura desses infelizes. Ô coisa feia de se ver!
Mas Nosso Senhor é de uma compaixão infinita. Sob o seu comando, legiões de espíritos de luz vêm ajudando os homens nessas lides do invisível. Sem eles, isso aqui já teria ido para o beleléu! São eles que deslindam as ligações psíquicas daninhas e levam os irmãozinhos das trevas para o Espaço, para serem tratados pelos médicos da luz.
Esses irmãos da luz são os verdadeiros anjos da guarda da humanidade. Pena que os homens se esquecem tão facilmente das bênçãos que recebem. Esses guias e benfeitores espirituais são os trabalhadores de Nosso Senhor, não importa a linha espiritual na qual laboram. Sempre agradeça a eles, pela proteção e luz.
Todavia, se os guias espirituais ajudam, também é verdade que os homens precisam fazer sua parte. Que vigiem e orem, e exorcizem as emoções podres de seus anseios. Que renunciem aos desejos torpes de vinganças. Que esqueçam as ofensas e se dediquem a alguma causa nobre e verdadeira.
Ninguém é vítima do destino! Todos são passíveis de falhas na jornada, como também de atos elevados. E todos são capazes de seguir em frente…
Tem muito coração zicado nessa vida dos homens terrestres, e muitos espíritos zangados na cola deles. Ainda bem que, lá da Aruanda (3), vem aquela luz que ilumina a fé dos filhos que querem a cura do próprio espírito.
Como você escreve sobre as coisas do espírito, fale para as pessoas daquela chuva luminosa que os guias produzem sobre as cabeças dos filhos que se esforçam na senda da luz e do bem. Aquela luz de Aruanda… Aquele amor que cura o coração.
Fale das egrégoras (4) invisíveis que sustentam os bons pensamentos e os bons ideais, para que muitos outros se liguem a elas e se protejam das vibrações pesadas.
Filho, olhe essa estrela sobre a sua cabeça. É linda e brilhante. Você sabe o significado dela, e sabe quem a enviou para iluminar o seu caminho. Pense que o brilho e a proteção que dela emanam possam ser irradiados para outras pessoas.
Que Oxalá abençoe as pessoas zicadas e as cure do mal que trouxeram para dentro de si mesmas. Que Ele propicie um momento de despertar para elas.
Fique na paz de Nosso Senhor!
Na luz de Aruanda.
Na fé!
- Pai Joaquim de Aruanda –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 16 de dezembro de 2005.)
P.S.: Esse recado do preto velho amigo me foi passado extrafisicamente, durante uma projeção para fora do corpo denso, enquanto o mesmo dormia no leito. Ao voltar para o físico, corri para o computador para registrar o recado dele, naturalmente com o meu jeito de expressão, mas com o jeitão dele também em algumas expressões, que mantive da forma como ele projetou telepaticamente em minha mente livre. No entanto, independentemente disso, o importante é o conteúdo da mensagem.
Uma hora dessas vou escrever sobre a primeira vez que encontrei esse benfeitor maravilhoso fora do corpo, há muitos anos, numa das experiências mais bonitas de minha vida. Esse espírito bondoso já me ajudou muitas vezes e sou agradecido a ele por isso. Esclareço, ainda, que não estou ligado a nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra. Faço as coisas de forma universalista e não tenho barreiras doutrinárias bloqueando o meu raciocínio e a minha liberdade de expressão. Estou com a mente livre e o coração aberto para tudo aquilo que irradie energias sadias para o progresso da humanidade, independentemente de raça, crença, sexo ou condição social.
Conheço alguns médiuns que têm vergonha de dizer que um de seus guias é uma entidade extrafísica ligada à Umbanda. Felizmente, não é o meu caso nem o de outros sensitivos esclarecidos. É motivo de honra dizer claramente que o pai Joaquim de Aruanda está na área e mandando luz para todo mundo. Como não sou umbandista nem sigo doutrina nenhuma, fico bem tranqüilo para falar desse amigo espiritual, ao qual sou muito grato.
Mais um detalhe: talvez até pela egrégora do preto velho amigo, fiquei com uma saudade danada de um disco antigo do grupo afro-brasileiro “Os Tincoãs”. Peguei o vinil e coloquei para tocar. E no meio da madrugada silenciosa da grande metrópole de aço e concreto, que me hospeda por um tempo de vida, eu deixei rolar baixinho no som o velho canto da África-Brasil evocando as coisas de Aruanda:
“Meu Pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Yansã.
Ô gira deixa a girar…
Saravá Yansã, e Xangô, e Yemanjá,
Deixa a gira girar…”
Notas:
1. Zica: gíria popular para algo embaçado, grudado, estragado. Popularmente se diz: “o lance deu errado, zebrou, deu zica!” – Por favor, não confundir isso com pessoas que são tratadas carinhosamente pelo apelido de Zica, por motivos diferentes desses assinalados aqui.
2. Corpo Espiritual – Corpo espiritual – Cristianismo – Cor. I, cap. 15, vers. 44. Sinonímias: “Corpo astral” – do Latim “Astrum”: “Estrelado” – Expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente. / “Perispírito” – Espiritismo – Allan Kardec, séc. 19, na França. / “Corpo de luz” – Ocultismo. / “Psicossoma” – do Grego: “Psique”: “Alma”; e “Soma”: “Corpo” – Significa literalmente “corpo da alma” – Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
3. Aruanda: colônia extrafísica situada nos planos espirituais elevados, ligada à egrégora da Umbanda e das hostes de luz. Muitos mentores espirituais elevados trabalham sob os auspícios dessa grande fraternidade do Astral superior.
4. Egrégora – do grego “Egregorien”, que significa “velar”, “cuidar” – é a atmosfera coletiva plasmada espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo. É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude – independentemente de linha espiritual – forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, à qual se agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interconsciencial.
Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: “Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei.”
Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.
No dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza esse mundo será melhor de viver.
Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que ajudam a todos, independentemente de credo, raça ou cultura esposada.
UMA VIAGEM ESPIRITUAL COM A MÃE OXUM
(Lavando as Dores nas Águas do Espírito)
No meio da noite, Ela surgiu, dançando à minha frente.
Essa mulher mulata, vestida de branco, com o toque da cura.
Ela estendeu suas mãos e me disse, mentalmente:
“Venha comigo!”
E lá fui eu, numa viagem espiritual (1) com a Mãe Oxum…
Nas regiões abismais do Astral inferior, lavamos os espíritos sofridos.
Com as águas dEla, limpamos as crostas de males perdidos na noite dos tempos.
Mas eu sabia que o maior beneficiado era eu mesmo. Eu era o felizardo ali!
Sim, pois, ao lavar aqueles espíritos, antigas crostas também caíam de mim.
Ela me tocava, e eu tocava neles… e sua luz os curava.
Ela cantava e cachoeiras luminosas desciam sobre os tugúrios extrafísicos. ..
Ela dançava e a força das águas limpava e fortalecia a todos nós…
Estávamos em regiões densas, mas Ela era o paraíso em forma de mulher.
Agachado com Ela, nas covas escuras, eu agradeci pela oportunidade.
E um rio de luz desceu sobre o meu corpo espiritual (2), pela graça dEla.
Num clarão repentino, voltei ao corpo, totalmente consciente.
De alma lavada, ainda escutei-a dizer, mentalmente:
“O trabalho foi feito. O Céu e as águas agradecem. Seja muito feliz, filho.”
P.S.: Mãe Oxum (3), eu é que agradeço à Senhora, por mais essa oportunidade.
Por deixar minha noite luminosa e meu coração contente.
Por me permitir lavar as dores, minhas e dos outros.
Por me fazer voar espiritualmente em nome da Luz (4).
Valeu, Mãe Oxum!
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, 46 anos de “encadernação”, carioca radicado em São Paulo, libriano, pai das filhas-estrelinhas Helena e Maria Luz; espiritualista de mente aberta, que não segue doutrina alguma criada pelos homens da Terra, e que sabe que é o mesmo TODO que está em tudo, pouco importando o nome e a maneira pela qual cada um O sinta em seu próprio coração, em espírito e verdade (5).   
São Paulo, 03 de janeiro de 2008.  
Notas:
1. Viagem Espiritual – ou projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica – inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico; viagem astral – Ocultismo; projeção astral – Teosofia; projeção do corpo psíquico – Ordem Rosacruz; experiência fora do corpo – Parapsicologia; viagem da alma – Eckancar; desdobramento, desprendimento espiritual ou emancipação da alma – Espiritismo; arrebatamento espiritual – autores cristãos.
2. Corpo Espiritual – Corpo espiritual – Cristianismo – Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: “Corpo astral” – do Latim “Astrum”: “Estrelado” – Expressão usada
pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente. / “Perispírito” – Espiritismo – Allan Kardec, séc. 19, na França. / “Corpo de luz” – Ocultismo. / “Psicossoma” – do Grego: “Psique”: “Alma”; e “Soma”: “Corpo” – Significa literalmente “corpo da alma” – Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
3. Mãe Oxum – dentro da cosmogonia afro-brasileira, é a rainha das águas doces. 
4. Enquanto digitava essas linhas, rolava aqui no som a bela canção “Hold me Forever”, da banda holandesa de rock progressivo Kayak – CD. “Night Vision” – importado – ano de 2001.
5. Também me lembrei de um outro texto – postado pelo site do IPPB em 2005 -, que poderá enriquecer a leitura desse texto de hoje. Segue-se o mesmo na seqüência.

Oxóssi

Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento.

O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo.

Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra.

Oxóssi estimula e Obá anula.

Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do Conhecimento.

Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica.

Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo absorvente.

Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil onde eles crescem e se multiplicam.

Oxóssi é o raciocínio hábil e Obá é o racional concentrador.

TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO “O CÓDIGO DE UMBANDA” DE RUBENS SARACENI
Fonte: www.guardioesdaluz.com.br/index20.htm

OXOSSI O SENHOR DAS MATAS

Todos nós devemos ter garra e força de vontade para seguir adiante, e não deixar a moleza e a desesperança dominar seu ser.Eu nunca desisti de minha caminhada, e por mais difícil que fosse a minha jornada, eu sempre continuava sem vacilar.Em nossa época, era tudo muito difícil, não era como nos dias de hoje, que se consegue tudo mais facilmente. Eu convivi no meio da mata fechada, no meio dos pássaros e dos bichos mais selvagens. Eu participava de suas vidas, e me tornei parte deles. Eu me sentia um pássaro em uma árvore.Mas isso pouco importa, o importante é que eu passei a ser chamado pelos nativos de o “Senhor das Matas”, O que veio do mato para dar vida a seus irmãos.Eu estava no meio da selva, no meio dos bichos selvagens, e me tornei um deles; eu era o próprio pássaro, com seu pio e seu canto suave. Eu era a coruja que vigiava na noite escura e dava seu pio agudo em cima das copas mais altas das árvores. Eu era o vôo rasante e certeiro das águias; lindas e formosas a voar no céu azul.Eu era parte da mata, eu era parte dos rios e dos bichos lá existentes. E me tornara em partes, o próprio pássaro.E é por isso, que quando eu encontro filhos de corpo e alma puros, eu incorporo como se fosse um pássaro; pois eu passei muito tempo no meio deles, e por isso, eu me sentia como tal. E para fazer jus ao nome que eles me deram, eu me apresento nas tendas como um pássaro. Mas não que eu seja um deles, eu gosto de representá-los dessa forma.
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Vós, os espíritos encarnados, não têm noção de como é infinita a misericórdia desse Pai que tantos ignoram, sem saber ao certo quem realmente Ele é, e quais os Seus desígnios.Se todos parassem para refletir, não fariam tantas maldades na face da terra, e assim, não haveria tantas atrocidades. Eu sou o Senhor das matas, o caçador das almas perdidas. O guerreiro invencível.
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E na lenda que eu sou o Senhor Oxossi, o Senhor das matas, que caça não, os bichos, mas sim, as almas dos filhos que se degradaram. E cada filho que se perde é uma flechada que entra em minha alma; e é por isso que eu estou com tantos ferimentos.
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Oxossi

10 de setembro de 2006.

Estas mensagens foram tiradas do manuscrito psicografado – tem 60 pg.por: Margaret Souza.

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